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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Cal(e)ma


Olhe bem o além...
Ali, nos subtons do azul,
O movimento é: ir; vir.
A cor está condicionada a como se sentir.
É onda pra cá,
É barro pra lá,
Tem instante que parece ter trema no nome do mar.
Pelo prisma do cabo branco é mais linear,
mas nas costas da África há o calema que só me faz boiar.
Boiar no se, no será,
Quem sabe até afogar-me ou nadar?!
São ondas de pensamentos que parecem não cessar,
E lá vem ela aqui se quebrar pra depois recuar e voltar, voltar e recuar.

domingo, 22 de julho de 2012

Filho meu



Filho meu que está na terra,

Santificado é o teu ser.
Venha a mim com aquela alegria,
Seja refeita a tua saúde ,
Assim na terra como no sob o véu.
A tua ração de cada dia coma hoje,
Perdoai as minhas restrições,
Assim como perdoastes o cão que ousou pisar na tua calçada.
Não deixeis, senhor, meu filho cair mais uma vez no chão ,
E livra-o da morte,

                                  Amém.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

RetrATO de Bailarina


Sapatilha na ponta do quadro,
Rumo apontado e os calos nos pés.
Testa lisa, esta brilha com o suor.
O coque fino seduz aquele de palitó, platéia,
E ainda ousa mostrar o pescoço,
Enquanto a inércia consome o moço que de bobo se faz.

Outrora, chama-se de negro
O cisne que dança o solo no cenário.
Aplausos para os passos,
Olhares para os gestos,
E o ângulo da boca que sorrir
Faz o 180° de volta,
Já que nem mesmo a artista
consegue ser mantida pelo blush por todo o tempo.

domingo, 1 de julho de 2012

Mês do Feno


Antes do desgosto do próximo,
A antítese deste.
Morte e vida doquina, 
A morte e o amar-te. 
Nascimento de tantos irmãos.
É tempo de milho debulhado,
De nó preso que se solta à caixa colorida 
enlaçada no segundo dia, o meu.
31 vezes vinte e quatro horas contendo
 um panorama que nunca sairá do eixo s.



quinta-feira, 14 de junho de 2012

Desagosto



Veja quantos foram os metros percorridos no velocímetro?
Olhar pra você e vê que tu usas o verbo persuasivo,
que me convences do que meu otimismo teimaria que não.
Me convences a não sonhar com o esconderijo,
A não beijar retrato picotado
Nem quadro emadeirado pago do bolso de..s..agosto.
E tudo o que veio como chuva de bençãos, os males, servirá na carne viva, ardente,
e a cada bocejo será vivido, ré.
Sem dores, as Marias se despedem.

terça-feira, 5 de junho de 2012

A letra N


Subtração à liberdade
Da aglutinação feita no teu nome
Que retinha a minha letra N
que prendia  o meu árbitrio, livre,
E depois eu quis retirá-lo,.
A fonética nasal,
o s'om' que o não trazia com o 'o', 'on'.
E de tanto tentar, retirei !
As letras iniciais do teu nome sem a minha letra
Ficam as 2 porta-bandeiras do nome de outrem,
Não chega a ser SOARES, porém,
Soa bem aos meus ouvidos e aos sorrisos,
e me entala de dúvidas, de calafrios, de arrepios e assobios,
também.

( Use a inteligência pra ler o texto, não isole frases, isole a pretensão. )

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Cabuetas

Engraçado como nosso rosto é um alcaguete das nossas variações hormonais e humorais. Tudo diz, mesmo sem o uso da palavra. Minhas pupilas me entregam, se dilatam quando têm sob a óptica o interesse à vista, enquanto a boca me condena e os músculos saltam das bochechas. Além do sorriso, é claro, que quase se assemelha ao comércio hípico, ininterruptamente aberto e intencionado... Serotonina.