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domingo, 5 de setembro de 2010

Chuva e calor

A mim, não cabe buscar essa tal de "coerência
paradoxal", talvez por ser fiel ao simples,
Por ter preguiça às linhas mais complexas, ou não,
Por já sentir a evidência que situações contrárias
Me trazem.
Se por inúmeras vezes eu tremo de frio e fervo
de raiva, há o que buscar aí? Por outras,
Olho 24 vezes ao relógio, dias demoram a passar,
E ao fim, o ano mal passou, findou.
Há ainda aquela contraditória existência de antíteses
Como amor e ódio,
Uma moça de tanto amar está a beira do ódio,
basta mais um triz, Aí tu me diz,
como sentir os dois ao mesmo tempo?
Acho que viver sentindo é mais prazeroso
Que tentando explicar.
Por fim, O português brinca com a vida,
Eu me acabo em chorar de tanto rir.

domingo, 15 de agosto de 2010

"Eu, Falo.

O meu gozo não é marcado,
contado no relógio.
Não é preso nem reprimido.
Que sejam dele os instantes
que lhe couberem ser.
Que me venha sempre em par.
Que depois de muito custo
me acenda um cigarro e me
trague até o filtro.
Me traga do filtro
água boa para beber e
um naco de doce."

( Retirado do "ressacadeideias.blogspot.com";
Escrito por Jon Moreira )

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Use-a

Um gole de tudo que ainda não me desceu
E um descarte,deixo a mesmice à parte.
Sentir o pulso dos putos, e brindar
A revolta das humanas, putas da vida.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Longe de mim

É inverno e o meu calor só aumenta,
O único frio que tenho é teu silêncio,
tua ausência.
Tá calor, cochicho no pé do ouvido
E por um segundo tudo o que é de lei se desdenha,
Some o rótulo de intocável, sumiço perigoso embora
Ninguém seja mesmo de osso e de osso.
Mas ainda é inverno, tudo deveria ser
Ímpar, cada qual com seu par, mesmo que só,
Só que cada vez que o relógio volta pro mesmo
Ponto, meu pensamento já tá fervendo,
É um inferno de um verão que nunca chega.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Reza oriunda

Perdoa eu, Deus...
Das virtudes que em mim esmoreci,
Dos males que a mim fiz,
Dos tortos que me encorpei,
Da fraqueza, infeliz.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

" De todo o amor que eu tenho
Metade foi tu que me deu
Salvando minh`alma da vida
Sorrindo e fazendo o meu eu

Se queres partir ir embora
Me olha da onde estiver
Que eu vou te mostrar que eu to pronta
Me colha madura do pé

Salve, salve essa nega
Que axé ela tem
Te carrego no colo e te dou minha mão
Minha vida depende só do teu encanto
Cila pode ir tranquila
Teu rebanho tá pronto


Teu olho que brilha e não para
Tuas mãos de fazer tudo e até
A vida que chamo de minha
Neguinha, te encontro na fé

Me mostre um caminho agora
Um jeito de estar sem você
O apego não quer ir embora
Diaxo, ele tem que querer

Ó meu pai do céu, limpe tudo aí
Vai chegar a rainha
Precisando dormir
Quando ela chegar
Tu me faça um favor
Dê um banto a ela, que ela me benze aonde eu for

O fardo pesado que levas
Desagua na força que tens
Teu lar é no reino divino
Limpinho cheirando alecrim "

DONA CILA - GADÚ.

Um ano sem você, que saudade, neguinho.

domingo, 27 de junho de 2010

Batuque Bobo

Afoito-me a vagar canto de cadeado,
Que o passado lembra,
O presente atenta
E o futuro encadeia,
Íris aumenta, mas,
Se por uma sorte do azar
me cruzo com seus pés,
Meu pessimismo me falha,
falta, dá até pra sentir no ar,
o aprazível aroma de estar,
amar.