Se eu fosse sempre reta eu não daria tanto valor ao meu clímax.
Se eu quisesse sempre algo do mesmo jeito, não teria as oscilações que dão o charme.
Se você fosse sempre novo, sem rugas, sem birras, sem fuga .. sem graça.
Se meus pais fossem auto-falantes de "sins", minha consciência seria assim, assado.
Se tudo que me cerca nunca fosse pintado de novo, de uma nova cor, eu não
Estaria aqui dando preço ao apreço que tenho pela mistura, pela mudança, pela
Mímica que é feita toda vez que algo interessante fica frente a mim. Se, se, se ..
Se eu fosse igual a ontem, hoje eu não teria ído, voltado, não saberia como...
Eu só seria se.
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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Prazer ao meu prazer
E agora, após o frio na barriga
E a incerteza do agudo entoado,
A saudade me faz pensar,
O quanto vale no palco estar.
Pessoas se arrepiam, eu tremo,
Meninas gritam, eu sorrio,
Meninos assobiam, eu disfarço,
Homens e mulheres aplaudem, eu choro.
O teatro ecoa e ali eu digo que
O meu prazer é infinito.
E a incerteza do agudo entoado,
A saudade me faz pensar,
O quanto vale no palco estar.
Pessoas se arrepiam, eu tremo,
Meninas gritam, eu sorrio,
Meninos assobiam, eu disfarço,
Homens e mulheres aplaudem, eu choro.
O teatro ecoa e ali eu digo que
O meu prazer é infinito.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
A pirralha e a migalha
Folha vazia que finda farta de vazios.
Natal, Ano novo, uma sobrancelha e meia, Carnaval,
Páscoa, São João, Dezoito, Vinte ... Finados.
Tudo nasce para morrer, o peru no esgoto,
A ano findado, vestibular é retrato,
Fantasias desbotam, o ovo tem validade,
a quadrilha despida, Dezenove,Vinte e um, Finados e flores.
Entre validades e calendários perco tempo insistindo
na tentativa de saber o porquê da felicidade se meus
mais trabalhados sorrisos são migalhas que não me
compram mais de cem anos, "sem mais".
Natal, Ano novo, uma sobrancelha e meia, Carnaval,
Páscoa, São João, Dezoito, Vinte ... Finados.
Tudo nasce para morrer, o peru no esgoto,
A ano findado, vestibular é retrato,
Fantasias desbotam, o ovo tem validade,
a quadrilha despida, Dezenove,Vinte e um, Finados e flores.
Entre validades e calendários perco tempo insistindo
na tentativa de saber o porquê da felicidade se meus
mais trabalhados sorrisos são migalhas que não me
compram mais de cem anos, "sem mais".
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Pós só nós
Um pensamento, branda é a vista parada da menina.
Não resumido à igreja, arroz e retalhos brancos,
Mas também de pós, cheia e céu azul, um mel de lua, Noronha.
Vento no rosto,
Água no corpo,
Coco na boca,
Pé na terra,
E fogo na nuca.
Tempo curto em que os prazeres serão ditados
Sem serem ditos, pois a lembrança guardará
Todo o segredo daquelas férias de rotina de
Um amor teimoso e uma paixão medonha.
Não resumido à igreja, arroz e retalhos brancos,
Mas também de pós, cheia e céu azul, um mel de lua, Noronha.
Vento no rosto,
Água no corpo,
Coco na boca,
Pé na terra,
E fogo na nuca.
Tempo curto em que os prazeres serão ditados
Sem serem ditos, pois a lembrança guardará
Todo o segredo daquelas férias de rotina de
Um amor teimoso e uma paixão medonha.
domingo, 5 de setembro de 2010
Chuva e calor
A mim, não cabe buscar essa tal de "coerência
paradoxal", talvez por ser fiel ao simples,
Por ter preguiça às linhas mais complexas, ou não,
Por já sentir a evidência que situações contrárias
Me trazem.
Se por inúmeras vezes eu tremo de frio e fervo
de raiva, há o que buscar aí? Por outras,
Olho 24 vezes ao relógio, dias demoram a passar,
E ao fim, o ano mal passou, findou.
Há ainda aquela contraditória existência de antíteses
Como amor e ódio,
Uma moça de tanto amar está a beira do ódio,
basta mais um triz, Aí tu me diz,
como sentir os dois ao mesmo tempo?
Acho que viver sentindo é mais prazeroso
Que tentando explicar.
Por fim, O português brinca com a vida,
Eu me acabo em chorar de tanto rir.
paradoxal", talvez por ser fiel ao simples,
Por ter preguiça às linhas mais complexas, ou não,
Por já sentir a evidência que situações contrárias
Me trazem.
Se por inúmeras vezes eu tremo de frio e fervo
de raiva, há o que buscar aí? Por outras,
Olho 24 vezes ao relógio, dias demoram a passar,
E ao fim, o ano mal passou, findou.
Há ainda aquela contraditória existência de antíteses
Como amor e ódio,
Uma moça de tanto amar está a beira do ódio,
basta mais um triz, Aí tu me diz,
como sentir os dois ao mesmo tempo?
Acho que viver sentindo é mais prazeroso
Que tentando explicar.
Por fim, O português brinca com a vida,
Eu me acabo em chorar de tanto rir.
domingo, 15 de agosto de 2010
"Eu, Falo.
O meu gozo não é marcado,
contado no relógio.
Não é preso nem reprimido.
Que sejam dele os instantes
que lhe couberem ser.
Que me venha sempre em par.
Que depois de muito custo
me acenda um cigarro e me
trague até o filtro.
Me traga do filtro
água boa para beber e
um naco de doce."
( Retirado do "ressacadeideias.blogspot.com";
Escrito por Jon Moreira )
contado no relógio.
Não é preso nem reprimido.
Que sejam dele os instantes
que lhe couberem ser.
Que me venha sempre em par.
Que depois de muito custo
me acenda um cigarro e me
trague até o filtro.
Me traga do filtro
água boa para beber e
um naco de doce."
( Retirado do "ressacadeideias.blogspot.com";
Escrito por Jon Moreira )
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Use-a
Um gole de tudo que ainda não me desceu
E um descarte,deixo a mesmice à parte.
Sentir o pulso dos putos, e brindar
A revolta das humanas, putas da vida.
E um descarte,deixo a mesmice à parte.
Sentir o pulso dos putos, e brindar
A revolta das humanas, putas da vida.
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