Um gole de tudo que ainda não me desceu
E um descarte,deixo a mesmice à parte.
Sentir o pulso dos putos, e brindar
A revolta das humanas, putas da vida.
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quarta-feira, 28 de julho de 2010
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Longe de mim
É inverno e o meu calor só aumenta,
O único frio que tenho é teu silêncio,
tua ausência.
Tá calor, cochicho no pé do ouvido
E por um segundo tudo o que é de lei se desdenha,
Some o rótulo de intocável, sumiço perigoso embora
Ninguém seja mesmo de osso e de osso.
Mas ainda é inverno, tudo deveria ser
Ímpar, cada qual com seu par, mesmo que só,
Só que cada vez que o relógio volta pro mesmo
Ponto, meu pensamento já tá fervendo,
É um inferno de um verão que nunca chega.
O único frio que tenho é teu silêncio,
tua ausência.
Tá calor, cochicho no pé do ouvido
E por um segundo tudo o que é de lei se desdenha,
Some o rótulo de intocável, sumiço perigoso embora
Ninguém seja mesmo de osso e de osso.
Mas ainda é inverno, tudo deveria ser
Ímpar, cada qual com seu par, mesmo que só,
Só que cada vez que o relógio volta pro mesmo
Ponto, meu pensamento já tá fervendo,
É um inferno de um verão que nunca chega.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Reza oriunda
Perdoa eu, Deus...
Das virtudes que em mim esmoreci,
Dos males que a mim fiz,
Dos tortos que me encorpei,
Da fraqueza, infeliz.
Das virtudes que em mim esmoreci,
Dos males que a mim fiz,
Dos tortos que me encorpei,
Da fraqueza, infeliz.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
" De todo o amor que eu tenho
Metade foi tu que me deu
Salvando minh`alma da vida
Sorrindo e fazendo o meu eu
Se queres partir ir embora
Me olha da onde estiver
Que eu vou te mostrar que eu to pronta
Me colha madura do pé
Salve, salve essa nega
Que axé ela tem
Te carrego no colo e te dou minha mão
Minha vida depende só do teu encanto
Cila pode ir tranquila
Teu rebanho tá pronto
Teu olho que brilha e não para
Tuas mãos de fazer tudo e até
A vida que chamo de minha
Neguinha, te encontro na fé
Me mostre um caminho agora
Um jeito de estar sem você
O apego não quer ir embora
Diaxo, ele tem que querer
Ó meu pai do céu, limpe tudo aí
Vai chegar a rainha
Precisando dormir
Quando ela chegar
Tu me faça um favor
Dê um banto a ela, que ela me benze aonde eu for
O fardo pesado que levas
Desagua na força que tens
Teu lar é no reino divino
Limpinho cheirando alecrim "
DONA CILA - GADÚ.
Um ano sem você, que saudade, neguinho.
Metade foi tu que me deu
Salvando minh`alma da vida
Sorrindo e fazendo o meu eu
Se queres partir ir embora
Me olha da onde estiver
Que eu vou te mostrar que eu to pronta
Me colha madura do pé
Salve, salve essa nega
Que axé ela tem
Te carrego no colo e te dou minha mão
Minha vida depende só do teu encanto
Cila pode ir tranquila
Teu rebanho tá pronto
Teu olho que brilha e não para
Tuas mãos de fazer tudo e até
A vida que chamo de minha
Neguinha, te encontro na fé
Me mostre um caminho agora
Um jeito de estar sem você
O apego não quer ir embora
Diaxo, ele tem que querer
Ó meu pai do céu, limpe tudo aí
Vai chegar a rainha
Precisando dormir
Quando ela chegar
Tu me faça um favor
Dê um banto a ela, que ela me benze aonde eu for
O fardo pesado que levas
Desagua na força que tens
Teu lar é no reino divino
Limpinho cheirando alecrim "
DONA CILA - GADÚ.
Um ano sem você, que saudade, neguinho.
domingo, 27 de junho de 2010
Batuque Bobo
Afoito-me a vagar canto de cadeado,
Que o passado lembra,
O presente atenta
E o futuro encadeia,
Íris aumenta, mas,
Se por uma sorte do azar
me cruzo com seus pés,
Meu pessimismo me falha,
falta, dá até pra sentir no ar,
o aprazível aroma de estar,
amar.
Que o passado lembra,
O presente atenta
E o futuro encadeia,
Íris aumenta, mas,
Se por uma sorte do azar
me cruzo com seus pés,
Meu pessimismo me falha,
falta, dá até pra sentir no ar,
o aprazível aroma de estar,
amar.
domingo, 13 de junho de 2010
O último parágrafo
O tempo escorre pelas mãos,
as verdades se petrificam,
Desejos se contraem e o que se
tem cabe na longitude dos olhos.
Poesia vista, retrato em preto e branco,
cansaço não batido, progressão que
sufocou sem nada, nada mais.
O tempo escorre pelas mãos,
as mentiras bobas são piadas do
futuro, serão chamadas de aprendizes,
e a tinta que eu usava, venceu.
as verdades se petrificam,
Desejos se contraem e o que se
tem cabe na longitude dos olhos.
Poesia vista, retrato em preto e branco,
cansaço não batido, progressão que
sufocou sem nada, nada mais.
O tempo escorre pelas mãos,
as mentiras bobas são piadas do
futuro, serão chamadas de aprendizes,
e a tinta que eu usava, venceu.
terça-feira, 1 de junho de 2010
Caipira pira, Caipora
Do lado de uma fumaça que não muito me agrada,
uma irmã insana inocentemente, lapidada
mas ainda confusa, só que tenta suprir
qualquer rumo que minha palavra há de tomar, sumir.
Com ela, conversa tola nas manhãs, papo cabeça nas
noites em pé, sentadas no areal vendo o tempo pausar
na cheia que seduz todos os sensíveis, sábios.
Ciente de meus mais lacrados segredos, Companhia
para as tardes de risos lacrimejados e choros pré-sorrisos,
me faltou por um bom tempo o complemento que me faltava,
mas desde a mesa farta de pratos limpos, que o perdão e
a vontade selaram a eternidade para mim e para ela.
uma irmã insana inocentemente, lapidada
mas ainda confusa, só que tenta suprir
qualquer rumo que minha palavra há de tomar, sumir.
Com ela, conversa tola nas manhãs, papo cabeça nas
noites em pé, sentadas no areal vendo o tempo pausar
na cheia que seduz todos os sensíveis, sábios.
Ciente de meus mais lacrados segredos, Companhia
para as tardes de risos lacrimejados e choros pré-sorrisos,
me faltou por um bom tempo o complemento que me faltava,
mas desde a mesa farta de pratos limpos, que o perdão e
a vontade selaram a eternidade para mim e para ela.
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