E de que me servem os poros se não for pra expulsar ?
E a língua se não for pra descelebrar minhas idéias?
E o fígado se não exagerarmos uma vez na vida com gorduras e etanol?
E as bordas do corpo se não for pra seduzir minunciosamente? Só pelo retorno do espelho pra auto-estima?
E os dedos se não for pra dedilharem cordas de aço? (mesmo que corte)
E as fotografias se não sentí-las como quanto tiradas? Cristalino 0paco?
E se o “e” só for no sentido de soma e não de hipótese?
Viva a relatividade e a desobediência ainda respeitosa e sã.
Mate a vida morta, viva com todo o fôlego que seu pulmão te dar.
Deixe de ingratidão pra quem cobra tão pouco pra te manter vivo.
É muito trabalho, mesmo quando você repousa.
Seja grato, recompense, viva para morrer por motivos justos.
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É um, dois, três e ...
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sexta-feira, 13 de abril de 2012
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Há quem prefira a cegueira. Eu, do lado de cá, lá e afins, prefiro o cru. Tem coisa no mundo que os carentes entendem como querem. Há também quem prefira a maldade, o riso do mal, a gargalhada que dobra e depois amarela os dentes e amarga as tonsilas: questão de tentar sedução, talvez, Ingenuidade. Há quem diga tanto e nada faça, ou aqueles que são mudos e constroem metrópole. Há quem se afogue no remorso e que se sinta desmerecedor do toque. Há quem escute uma música e se lembre de outrem, é, aquele distante que mesmo que perto é de longe. Há quem faça arte e quem desarme toda poesia bem feita no mundo. Há quem tenha saúde e queira etanol ao invés de água e quem tenha hepatites e queira água benta. Não é nada homogêneo o olhar que dá pra se ver do mundo, existe milhares de detalhes que nos façam acreditar no absurdo das diferenças, cada surpresa, cada achar em vão, cada conhecer. Quem sou? Um tanto de tudo e pouco de nada. Talvez, não há nada que eu não seja nem um por cento, nem um cento por inteiro. A tudo que aponto, a tudo que critico e que elogio, há um fenótipo em mim que me condena e que me glorifica. Amém.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
O lactato
Ele aparece quando o caos á anaeróbio,
Respira a caipora e as cinzas daqueles,
Quando o cortisol me vem às tampas,
E até, quando o prazer cessa, máximo, queimação.
É a resposta do grande esforço,
Do esgotamento das forças também,
É o fio que finda a disposição,
E a linha tênue que clama o repouso.
...
Até que chegue um outro estímulo,
Um motivo maior para a contração,
Nada que se repita,
Nada que se finja,
Nada que se queime tanto,
Até que se façam laços no tato do querer.
Respira a caipora e as cinzas daqueles,
Quando o cortisol me vem às tampas,
E até, quando o prazer cessa, máximo, queimação.
É a resposta do grande esforço,
Do esgotamento das forças também,
É o fio que finda a disposição,
E a linha tênue que clama o repouso.
...
Até que chegue um outro estímulo,
Um motivo maior para a contração,
Nada que se repita,
Nada que se finja,
Nada que se queime tanto,
Até que se façam laços no tato do querer.
domingo, 1 de abril de 2012
Chega pro Rio, Rir da chaga
Nada precisa ser dito.
Quissá, um até, contando que o Rio em 1º de Abril continua lindo.
E a vergonha na cara das "putas" volta para as mesmas
Com toda a dignidade que uma santa tem.
Vontade de ir, e não de vir.
Afinal, quem trocará o sol fresco matinal
pelo mormaço do nublado? "Chega da chaga da dor."
É ... eu disse.
Quissá, um até, contando que o Rio em 1º de Abril continua lindo.
E a vergonha na cara das "putas" volta para as mesmas
Com toda a dignidade que uma santa tem.
Vontade de ir, e não de vir.
Afinal, quem trocará o sol fresco matinal
pelo mormaço do nublado? "Chega da chaga da dor."
É ... eu disse.
sábado, 31 de março de 2012
Lost in Paradise
Lost in paradise
É como se eu estivesse numa ilha e só visse o cinza.
É como se o céu tivesse azul, branco e o amarelo do sol
E tudo que eu sentia era o nublado, o vento forte, o frio.
Instanta perturbante que não permite ninguém se achar.
Nem eu, nem você, nem qualquer um que entre nesse labirinto.
É uma estória de futuro promissor,
Mas ...
Que será do futuro se não consigo nem abrir uma apostila
De estudos?
Que será do amanhã, se até meu gogó canta tons de soluços?
Ingratidão minha, eu sei, em não ver a beleza de tudo isso.
De virar as costas pros brandos desse jeito,
E de me importar com um traço de uma forca inteira.
Ingrata, egoísta, impulsiva e senhora de riso medíocre.
Agora, apostemos pra ver se isso é apenas um heteronômio meu
Ou se é mesmo uma ressaca das brabas que jorra tudo que se bebeu.
É como se eu estivesse numa ilha e só visse o cinza.
É como se o céu tivesse azul, branco e o amarelo do sol
E tudo que eu sentia era o nublado, o vento forte, o frio.
Instanta perturbante que não permite ninguém se achar.
Nem eu, nem você, nem qualquer um que entre nesse labirinto.
É uma estória de futuro promissor,
Mas ...
Que será do futuro se não consigo nem abrir uma apostila
De estudos?
Que será do amanhã, se até meu gogó canta tons de soluços?
Ingratidão minha, eu sei, em não ver a beleza de tudo isso.
De virar as costas pros brandos desse jeito,
E de me importar com um traço de uma forca inteira.
Ingrata, egoísta, impulsiva e senhora de riso medíocre.
Agora, apostemos pra ver se isso é apenas um heteronômio meu
Ou se é mesmo uma ressaca das brabas que jorra tudo que se bebeu.
terça-feira, 27 de março de 2012
Os poros capitalistas não se entopem com "serás?"
Eles sugam o palpável até o centavo depois do último.
E Trocam o abstrato por qualquer cheque sem fundo, sem teto, sem borda.
Não se movem nem se comovem com promessas ou com os clichês: "Amanhã..."
Não se deixam envolver com sentimentalismos baratos.
Sim, se fazem de fortes pra serem sedutores
E se desfazem de tudo que não lucra-os.
Quanto à demanda: é sempre feita.
O que se deseja, se tem
E o que não se tem,
não se deseja
ou
Pelo
menos,
Não
.
Eles sugam o palpável até o centavo depois do último.
E Trocam o abstrato por qualquer cheque sem fundo, sem teto, sem borda.
Não se movem nem se comovem com promessas ou com os clichês: "Amanhã..."
Não se deixam envolver com sentimentalismos baratos.
Sim, se fazem de fortes pra serem sedutores
E se desfazem de tudo que não lucra-os.
Quanto à demanda: é sempre feita.
O que se deseja, se tem
E o que não se tem,
não se deseja
ou
Pelo
menos,
Não
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