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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Nathalia em Latim


Duas décadas depois do choro agudo,
Se tem o porquê de tanta confusão.
Ora prisão,
Ora liberdade sem sal,
Ora agora.
[...]
Cada escorregão, um corte.
Cada bingo a mais, a sorte,
E então, vi que "eu, eu mesma e" Nathália somos o norte das minhas razões
Até que a morte nos separe.
Estética, Sentimento e identidade.

domingo, 16 de setembro de 2012

Orac'eu

Deus, agradeço pelos eus que há em mim. São tantos, os meus. Todos teus sem ateus pra contestar. Falo pelo breu do chão do meu nariz, até que sem giz, faço d'aula fácil, e consigo mostrar a fé em quadrinhos. Basta medir a minha estrada e vê toda a felicidade, feliz pela idade do céu, onde absolutamente tudo está em calma, ao passo de que cad'alma tem sua resolução. Digamos que hoje, pela óptica d'um olho pr'outro, minha negativa é de alegria pós cansaço. E todo aço se dobrará ao meio, o meio que não enxergamos, aquilo que vai além do que se vê. "Amen."

terça-feira, 4 de setembro de 2012

O quinto dos infernos


A coroa pedia a derrama, cobrança.
Derramou-se, então, as lágrimas pelo quinto.
O quinto que deveria ser louvado, se fosse nosso,
Mas não, apesar do português, era d'outro sotaque.
Motivo de injustiça,
Revolta verde e amarela.
A colônia pagaria o tributo que nem triscava no preço da banana.
E todo vinte por cento do suor oriundo do trabalho da gente,
Seria enviado para o quinto dos infernos.
Portugual "guelava" a quinta parte do nosso quintal.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Tiro pela culatra

Ai de mim, querubim,
Que achei graça na arma
E quis te acertar.
Ai de mim, serafim,
Que deixei de tampar a culatra, trá.
Ai de mim,
Que não vi o risco d'eu me acertar, sair dos gonzos.
Será o fim?
Que seja o sim das mãos.
In.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Significado

O alvoroço é tanto que bole com meu sono.
Saberei nunca se é um somatório.
Todavia, nunca houve um elo tão apelativo comigo.
A música.
E o grande medo seria esse, ponto fraco.
Ponto que desequilibra às beiras,
corda bamba. 
Mentalize uma criança correndo num piso escorregadio
na chuva. Ela tem ciência sobre o risco de queda, mas a emoção de 
estar lá, é maior, talvez única. É só aquela oportunidade: deslizar ou se 
erguer definitivamente.
[...]"A glória dos deuses."



quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Vilarejo

         ... Escuta o arpejo vindo por trás daquela parede turva.
O som é meio desalinhado pelos cachos 
que se curvam por entre as cordas.
Todavia, refinado.
Moço do zoom exagerado,
vê a comadre cantarolando a melodia 
sem nunca tê-la visto.
Ali, no cenário sereno,
A empatia daquele moço pelo traço sem graça,
Fez com que ela percebesse que não há solidão,
Senão uma Vila, 
Vela,
Ar,
Vejo, 
Ouço,
Viola,
Arpejo...


"Lá o tempo espera
Lá é primavera
Portas e janelas ficam sempre abertas
Pra sorte entrar" (De fundo, a melodia)
                                                             
        Com amor, Vilarejo.





segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Cal(e)ma


Olhe bem o além...
Ali, nos subtons do azul,
O movimento é: ir; vir.
A cor está condicionada a como se sentir.
É onda pra cá,
É barro pra lá,
Tem instante que parece ter trema no nome do mar.
Pelo prisma do cabo branco é mais linear,
mas nas costas da África há o calema que só me faz boiar.
Boiar no se, no será,
Quem sabe até afogar-me ou nadar?!
São ondas de pensamentos que parecem não cessar,
E lá vem ela aqui se quebrar pra depois recuar e voltar, voltar e recuar.