Total de visualizações de página
domingo, 23 de setembro de 2012
Cravo e canela
A moça é quase uma metáfora da trama.
Os olhos, o charme, o quadril, a barroca.
Enquanto pela face do amor,
Nacib se esconde atrás da frustação.
Frustação por Gabriela não ser como ele queria...
Aliás, se tem amor?! Ou tudo é apenas retrato no fundo do armário?!
Bonito, empoeirado, tombado?! Ou apenas guardado no bolso, facilmente móvel?!
Caberá às ruas dos dois bairros vizinhos se cruzarem,
Ou não.
Caberá ao destino dizer quem será "ela", a moça com os dedos cruzados:
Qualquer outra ou Gabriela.
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Nathalia em Latim
Duas décadas depois do choro agudo,
Se tem o porquê de tanta confusão.
Ora prisão,
Ora liberdade sem sal,
Ora agora.
[...]
Cada escorregão, um corte.
Cada bingo a mais, a sorte,
E então, vi que "eu, eu mesma e" Nathália somos o norte das minhas razões
Até que a morte nos separe.
Estética, Sentimento e identidade.
domingo, 16 de setembro de 2012
Orac'eu
Deus, agradeço pelos eus que há em mim. São tantos, os meus. Todos teus sem ateus pra contestar. Falo pelo breu do chão do meu nariz, até que sem giz, faço d'aula fácil, e consigo mostrar a fé em quadrinhos. Basta medir a minha estrada e vê toda a felicidade, feliz pela idade do céu, onde absolutamente tudo está em calma, ao passo de que cad'alma tem sua resolução. Digamos que hoje, pela óptica d'um olho pr'outro, minha negativa é de alegria pós cansaço. E todo aço se dobrará ao meio, o meio que não enxergamos, aquilo que vai além do que se vê. "Amen."
terça-feira, 4 de setembro de 2012
O quinto dos infernos
A coroa pedia a derrama, cobrança.
Derramou-se, então, as lágrimas pelo quinto.
O quinto que deveria ser louvado, se fosse nosso,
Mas não, apesar do português, era d'outro sotaque.
Motivo de injustiça,
Revolta verde e amarela.
A colônia pagaria o tributo que nem triscava no preço da banana.
E todo vinte por cento do suor oriundo do trabalho da gente,
Seria enviado para o quinto dos infernos.
Portugual "guelava" a quinta parte do nosso quintal.
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Tiro pela culatra
Ai de mim, querubim,
Que achei graça na arma
E quis te acertar.
Ai de mim, serafim,
Que deixei de tampar a culatra, trá.
Ai de mim,
Que não vi o risco d'eu me acertar, sair dos gonzos.
Será o fim?
Que seja o sim das mãos.
In.
Que achei graça na arma
E quis te acertar.
Ai de mim, serafim,
Que deixei de tampar a culatra, trá.
Ai de mim,
Que não vi o risco d'eu me acertar, sair dos gonzos.
Será o fim?
Que seja o sim das mãos.
In.
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Significado
O alvoroço é tanto que bole com meu sono.
Saberei nunca se é um somatório.
Todavia, nunca houve um elo tão apelativo comigo.
A música.
E o grande medo seria esse, ponto fraco.
Ponto que desequilibra às beiras,
corda bamba.
Mentalize uma criança correndo num piso escorregadio
na chuva. Ela tem ciência sobre o risco de queda, mas a emoção de
estar lá, é maior, talvez única. É só aquela oportunidade: deslizar ou se
erguer definitivamente.
[...]"A glória dos deuses."
[...]"A glória dos deuses."
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Vilarejo
... Escuta o arpejo vindo por trás daquela parede turva.
O som é meio desalinhado pelos cachos
que se curvam por entre as cordas.
Todavia, refinado.
Moço do zoom exagerado,
vê a comadre cantarolando a melodia
sem nunca tê-la visto.
Ali, no cenário sereno,
A empatia daquele moço pelo traço sem graça,
Fez com que ela percebesse que não há solidão,
Senão uma Vila,
Vela,
Ar,
Vejo,
Ouço,
Viola,
Arpejo...
"Lá o tempo espera
Lá é primavera
Portas e janelas ficam sempre abertas
Pra sorte entrar" (De fundo, a melodia)
Com amor, Vilarejo.
Assinar:
Postagens (Atom)
