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sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Feliz cidade



Canto colorido onde meu umbigo é o centro das plantações,
O trigo.
Trigo para três tigres trelizes.
A biruta aponta para esse rumo, voo...
Cada raiz maligna se tora a cada metro que se anda,
Pluma das mentes que arquitetam  no  alvo errado.
Era da amamentação do século XXI que já ta quase um moço.
Nasci, cresci assim,
Quase uma canela arretada que arrebenta o dorso do cravo,
Mas ainda era tempo.
Tempo de “get up”, tempo de escape, tempo de novo solo,
Feliz cidade.

domingo, 23 de setembro de 2012

Cravo e canela


A moça é quase uma metáfora da trama.
Os olhos, o charme, o quadril, a barroca.
Enquanto pela face do amor,
Nacib se esconde atrás da frustação.
Frustação por Gabriela não ser como ele queria...
Aliás, se tem amor?! Ou tudo é apenas retrato no fundo do armário?!
Bonito, empoeirado, tombado?! Ou apenas guardado no bolso, facilmente móvel?!
Caberá às ruas dos dois bairros vizinhos se cruzarem,
Ou não.
Caberá ao destino dizer quem será "ela", a moça com os dedos cruzados:
Qualquer outra ou Gabriela.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Nathalia em Latim


Duas décadas depois do choro agudo,
Se tem o porquê de tanta confusão.
Ora prisão,
Ora liberdade sem sal,
Ora agora.
[...]
Cada escorregão, um corte.
Cada bingo a mais, a sorte,
E então, vi que "eu, eu mesma e" Nathália somos o norte das minhas razões
Até que a morte nos separe.
Estética, Sentimento e identidade.

domingo, 16 de setembro de 2012

Orac'eu

Deus, agradeço pelos eus que há em mim. São tantos, os meus. Todos teus sem ateus pra contestar. Falo pelo breu do chão do meu nariz, até que sem giz, faço d'aula fácil, e consigo mostrar a fé em quadrinhos. Basta medir a minha estrada e vê toda a felicidade, feliz pela idade do céu, onde absolutamente tudo está em calma, ao passo de que cad'alma tem sua resolução. Digamos que hoje, pela óptica d'um olho pr'outro, minha negativa é de alegria pós cansaço. E todo aço se dobrará ao meio, o meio que não enxergamos, aquilo que vai além do que se vê. "Amen."

terça-feira, 4 de setembro de 2012

O quinto dos infernos


A coroa pedia a derrama, cobrança.
Derramou-se, então, as lágrimas pelo quinto.
O quinto que deveria ser louvado, se fosse nosso,
Mas não, apesar do português, era d'outro sotaque.
Motivo de injustiça,
Revolta verde e amarela.
A colônia pagaria o tributo que nem triscava no preço da banana.
E todo vinte por cento do suor oriundo do trabalho da gente,
Seria enviado para o quinto dos infernos.
Portugual "guelava" a quinta parte do nosso quintal.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Tiro pela culatra

Ai de mim, querubim,
Que achei graça na arma
E quis te acertar.
Ai de mim, serafim,
Que deixei de tampar a culatra, trá.
Ai de mim,
Que não vi o risco d'eu me acertar, sair dos gonzos.
Será o fim?
Que seja o sim das mãos.
In.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Significado

O alvoroço é tanto que bole com meu sono.
Saberei nunca se é um somatório.
Todavia, nunca houve um elo tão apelativo comigo.
A música.
E o grande medo seria esse, ponto fraco.
Ponto que desequilibra às beiras,
corda bamba. 
Mentalize uma criança correndo num piso escorregadio
na chuva. Ela tem ciência sobre o risco de queda, mas a emoção de 
estar lá, é maior, talvez única. É só aquela oportunidade: deslizar ou se 
erguer definitivamente.
[...]"A glória dos deuses."