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quarta-feira, 16 de maio de 2012
Cabuetas
Engraçado como nosso rosto é um alcaguete das nossas variações hormonais e humorais. Tudo diz, mesmo sem o uso da palavra. Minhas pupilas me entregam, se dilatam quando têm sob a óptica o interesse à vista, enquanto a boca me condena e os músculos saltam das bochechas. Além do sorriso, é claro, que quase se assemelha ao comércio hípico, ininterruptamente aberto e intencionado... Serotonina.
domingo, 29 de abril de 2012
Plooma
Eu tenho pena da tua imensa loucura.
Pena da tua capacidade hipócrita , fingir que nada te importa.
Tenho compaixão da tua carência,
E de tudo que você pinta para suprí-la.
Tenho pena do amanhã que te reserva,
Do vazio que tu tentas preencher agora.
Tenho pena dos teus vícios, da tua maldade amadora,
E do teu olhar insinuante de vingança.
Guardo suaves penas de ti.
E sei que, um dia quando eu for uma despenada,
A gente vai sentar os nossos quadris na minha roda de cimento,
E eu vou poder te falar o quanto você evoluiu.
Tenha ódio por mim que eu guardo a esperança da tua evolução.
Até lá.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
A cor da íris
Saí da aula de canto lírico,
Comecei a pintar quadros.
Pinto quadros por ter tantas cores,
Quando outrora, só o cinza.
E, antes que esse colorido vire homogêneo,
me dê o seu pincel.
Me dê o seu pincel
Pra que eu desdenhe o desenho triste.
Me faça de pitel,
que eu bordo com red da terra ao céu,
O canto da boca que eu quero triscar.
Comecei a pintar quadros.
Pinto quadros por ter tantas cores,
Quando outrora, só o cinza.
E, antes que esse colorido vire homogêneo,
me dê o seu pincel.
Me dê o seu pincel
Pra que eu desdenhe o desenho triste.
Me faça de pitel,
que eu bordo com red da terra ao céu,
O canto da boca que eu quero triscar.
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Anti
De tanto canto
Que mostro o ponto
D'onde vejo o erro,
Tonto sou
Que me faço crer
Nos tombos sem querer.
Sei que assombro
E tinto a máscara do não saber,
Como sinto que finjo
Que tudo adverbia, "normalmente".
Pelo menos tente
Que o ódio desnature pro lado aprendiz.
Pelo menos faça
Com que toda a desgraça
Seja memorável pelo ronco,
No quadro, do giz.
Que mostro o ponto
D'onde vejo o erro,
Tonto sou
Que me faço crer
Nos tombos sem querer.
Sei que assombro
E tinto a máscara do não saber,
Como sinto que finjo
Que tudo adverbia, "normalmente".
Pelo menos tente
Que o ódio desnature pro lado aprendiz.
Pelo menos faça
Com que toda a desgraça
Seja memorável pelo ronco,
No quadro, do giz.
domingo, 15 de abril de 2012
Amém
E de repente me vem um sorriso bobo,
Um riso tolo
E uns gestos toscos,
De quem não quer mais pensar em nada,
Além de você.
Um riso tolo
E uns gestos toscos,
De quem não quer mais pensar em nada,
Além de você.
sábado, 14 de abril de 2012
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Já
E de que me servem os poros se não for pra expulsar ?
E a língua se não for pra descelebrar minhas idéias?
E o fígado se não exagerarmos uma vez na vida com gorduras e etanol?
E as bordas do corpo se não for pra seduzir minunciosamente? Só pelo retorno do espelho pra auto-estima?
E os dedos se não for pra dedilharem cordas de aço? (mesmo que corte)
E as fotografias se não sentí-las como quanto tiradas? Cristalino 0paco?
E se o “e” só for no sentido de soma e não de hipótese?
Viva a relatividade e a desobediência ainda respeitosa e sã.
Mate a vida morta, viva com todo o fôlego que seu pulmão te dar.
Deixe de ingratidão pra quem cobra tão pouco pra te manter vivo.
É muito trabalho, mesmo quando você repousa.
Seja grato, recompense, viva para morrer por motivos justos.
-
É um, dois, três e ...
E a língua se não for pra descelebrar minhas idéias?
E o fígado se não exagerarmos uma vez na vida com gorduras e etanol?
E as bordas do corpo se não for pra seduzir minunciosamente? Só pelo retorno do espelho pra auto-estima?
E os dedos se não for pra dedilharem cordas de aço? (mesmo que corte)
E as fotografias se não sentí-las como quanto tiradas? Cristalino 0paco?
E se o “e” só for no sentido de soma e não de hipótese?
Viva a relatividade e a desobediência ainda respeitosa e sã.
Mate a vida morta, viva com todo o fôlego que seu pulmão te dar.
Deixe de ingratidão pra quem cobra tão pouco pra te manter vivo.
É muito trabalho, mesmo quando você repousa.
Seja grato, recompense, viva para morrer por motivos justos.
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É um, dois, três e ...
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