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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

QUEM?


"Quem vai gritar primeiro? Quem?
O grito que afrouxa em desespero
O peito que parte à voz do trovão
Quem vai cuidar do fogo? Quem?
A alma que dança na chama trina
Há queima dos poros, devastação
Quem vai sair de casa?
Quem vai sumir no mundo?
Desatar o nó cego? Ver na escuridão?
Sabotar a injúria? Quem vai curar a cura?
É soro do próprio choro?
Quem vai pedir perdão?
Quem vai gritar primeiro? Quem?
O grito que afrouxa em desespero
O peito que parte à voz do trovão
Quem vai cuidar do fogo? Quem?
A alma que dança na chama trina
Há queima dos poros, devastação
Sonho de mala feita? Quem vai sonhar na espreita?
Quem vai cuidar do outro? Quem vai dizer que não?
Crime de face avulsa, céu na encosta da culpa
Quem justifica o ato? Quem vai lavar as mãos?
Sopro do desalento? Quem se desnuda ao vento?
Quem vai ser indiscreto? Ser divisão do pão?
Quem vai sair do rumo? Quem vai mudar o prumo?
Quem vai ser o primeiro?
Quem vai calar em vão?"
(Grande Gadú)

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

ViolonCÉUlo


Cruzo o fim do habitat.
Calcanhar na calçada e os olhos voltados à vizinhança.
Antonomásia: cadeira de balanço pelo monte de pedras britas.
É triste sentir que o sopro do vento não mais desvia-se
Pelo movimento da cadeira de balanço que ia, vinha... Parou.
Estranho é escutar um som de cordas num recanto e não ser,
De forma  alguma, do estímulo pioneiro das crias da rua.
Ele teimou por tanta , deu  à morte.
Me farão falta os bons dias, principalmente os dos ins das tardes.
Porém, será n’outro lar que um dia iremos SOLar e sorrir dos calos secos nos dedos. LÁ.
Si ga a luz que o pós Deus dará. 
Eternidade é o alívio da tua dor.
As cores voltarão aos teus olhos
E os teus passos não terão bengalas de apoio de carne e osso.
Serão só nuvens,
Serão só anjos,
Serás.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Eu, eu mesma e a mesmice às controversas


Aprendi que de nada vale tentar ser outro ser.
Vestir-se como o nome da popularidade se veste.
Se portar como a nerd ou o style portam-se nos argumentos.
Buscai a essência.
De si, de só, a sós.
Consigo, sigo, comigo sem dó.
E assim me vejo.
Vejo uma peça como se fosse única, puro egoísmo intelectual.
Sinto uma música como se fosse minha, veia pulsando por singularidade.
E é nesse rumo que tento ir.
Sem fingir,
Sem pr'outros agir.
Lendo em silêncio, Beijando em segredo e amando fora da virtualidade.
Pular plural não significa, sempre, ser portador de nariz em pé.
Condiz na suficiência que um dia calado e sem influências externas têm,
Podendo ser tão agradável quando um concerto com seres de mentes iguais
e de vestes e penteados detalhadamente desenhado pra um e usado por todos.
Numa frequência de 1:30 a cada mês, vai.
Mais que isso, é sintoma de ressaca.
Náuseas que não cessam,
Sede que não passa.

domingo, 14 de outubro de 2012

Um triz do mesmo



Diretriz.
A aversão à solidão é puro humor para o ditador da autossuficiencia.
Só te faz menos sedutor, menos interessante.
A busca ininterrupta de colos quaisquer, de bocas sem "mé"... isso tudo é comum demais.
É colírio pros olhos de quem tava salivando pra me tirar a razão que eu teimava em sustentar:
"É bom, é doce, é amável". É dom d'ocê ser instável.

Cinismo é o conceito que se dá ao sorriso pro canto da boca,
Enquanto a frustração se encolhe no outro canto.
Qualquer paixão, desta forma, vira pó.

Nem de arroz, só nós dois e a dó de depois.
No mais, sei que isso tem fim,
E pelo sins de todas as coisas do agora,
O choro entalado no pré-conjugal da madrugada,
Por tudo, todos, por nada e ninguém.
Disso, além.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Feliz cidade



Canto colorido onde meu umbigo é o centro das plantações,
O trigo.
Trigo para três tigres trelizes.
A biruta aponta para esse rumo, voo...
Cada raiz maligna se tora a cada metro que se anda,
Pluma das mentes que arquitetam  no  alvo errado.
Era da amamentação do século XXI que já ta quase um moço.
Nasci, cresci assim,
Quase uma canela arretada que arrebenta o dorso do cravo,
Mas ainda era tempo.
Tempo de “get up”, tempo de escape, tempo de novo solo,
Feliz cidade.

domingo, 23 de setembro de 2012

Cravo e canela


A moça é quase uma metáfora da trama.
Os olhos, o charme, o quadril, a barroca.
Enquanto pela face do amor,
Nacib se esconde atrás da frustação.
Frustação por Gabriela não ser como ele queria...
Aliás, se tem amor?! Ou tudo é apenas retrato no fundo do armário?!
Bonito, empoeirado, tombado?! Ou apenas guardado no bolso, facilmente móvel?!
Caberá às ruas dos dois bairros vizinhos se cruzarem,
Ou não.
Caberá ao destino dizer quem será "ela", a moça com os dedos cruzados:
Qualquer outra ou Gabriela.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Nathalia em Latim


Duas décadas depois do choro agudo,
Se tem o porquê de tanta confusão.
Ora prisão,
Ora liberdade sem sal,
Ora agora.
[...]
Cada escorregão, um corte.
Cada bingo a mais, a sorte,
E então, vi que "eu, eu mesma e" Nathália somos o norte das minhas razões
Até que a morte nos separe.
Estética, Sentimento e identidade.